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Veja as 10 sugestões do Novo para o novo modelo de combate à pandemia no RS

Governo e Giuseppe Riesgo

Depois de apontar críticas ao Modelo de Distanciamento Controlado e pedir a revogação da bandeira preta para possibilitar a volta às aulas, os deputados e vereadores do Partido NOVO encaminharam ao Gabinete de Crise uma série de sugestões ao novo modelo de combate a pandemia que está sendo elaborado pelo governo.

“Vários países do mundo conseguiram reduzir as restrições ao trabalho e a locomoção adotando uma política efetiva e inteligente de testagem e rastreamento de contatos, para isolar somente os contaminados e permitir que a atividade econômica funcione com segurança. Estamos há mais de um ano em pandemia e ainda não aprendemos a fazer isso. É preciso começar para já” aponta o deputado Giuseppe Riesgo, líder da bancada estadual.

Além da testagem, o NOVO também indica outras sugestões importantes ao modelo, e reforça a necessidade de simplificação, tendo em vista que o modelo anterior possuía 11 indicadores pouco compreensíveis pela população. Os parlamentares reforçam que é preciso ser objetivo, trabalhar com informações mais simples e de fácil adesão. 

Confira as sugestões abaixo.

Eixo Modelo: 

1. O Governo deve abandonar a ideia de ter um modelo decisor, com parâmetros fixados em decretos. O modelo e seus indicadores devem ser utilizados apenas como instrumento e não como único fator para a tomada de decisão; 

2. Adotar o princípio da parcimônia, com indicadores simples e transparentes (poucos indicadores, de fácil entendimento para a população, e facilmente verificáveis); 

3. Evitar seguidas alterações dos indicadores e adição de novas variáveis. Isto dificulta o entendimento do modelo, não fornece segurança temporal para a população e compromete o cumprimento das regras propostas; 

4. Incorporar ao novo plano de enfrentamento coronavírus, de forma não impositiva, indicadores preditivos de momentos de maior risco epidemiológico, para que as decisões sejam tomadas de forma preventiva e não apenas reativa, como acontecia no modelo do distanciamento controlado; 

Eixo Política Pública: 

5. Viabilizar um aumento significativo da testagem e das políticas de rastreamento da Covid-19 estabelecendo, se necessário, barreiras sanitárias em cidades ou locais chaves. (a testagem deve, no entanto, ser inteligente e levar em conta o crescente número de vacinados na população gaúcha); 

6. Incentivar decisões descentralizadas dos agentes econômicos para que a testagem seja aumentada tanto por setores da economia como por municípios, permitindo uma eventual flexibilização de protocolos em locais de testagem ampla e frequente; 

7. Adotar maior cautela ao instituir restrições mínimas obrigatórias ou protocolos que alterem a escala de produção das empresas. Para alguns setores, instituir uma restrição de 25%, por exemplo, pode ter um efeito quase tão perverso quanto fechar tudo por um tempo determinado, sem que necessariamente haja uma redução significativa das taxas de transmissão; 

Eixo Regras De Aplicação: 

8. Dar preferência a um plano de enfrentamento ao coronavírus de caráter não impositivo aos municípios, que deve servir de guia e funcionar por adesão; 

9. Caso o novo plano seja impositivo, então deve incluir uma compensação estadual para as perdas geradas aos municípios ou empreendedores; 

10. As regiões que receberem alertas do Gabinete de Crise devem ter prazo factível para publicar a resposta técnica sobre as ações a serem adotadas para reforçar o combate à pandemia, devendo ser considerado pelo referido Gabinete se já há plano de ação regional de enfrentamento ao coronavírus antes da imposição de novas restrições. 

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