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UMA SOLUÇÃO PARA O SUS


O SUS custa anualmente incríveis R$ 220 bilhões. Sim, é muito. Se torna um valor ainda maior quando lembramos que gastamos outros R$ 50 bilhões com planos de saúde privados. Isto é, para cada R$ 4 que pagamos em impostos, colocamos outro R$ 1 para bancar a nossa saúde porque é impossível confiar 100% nos serviços estatais.


Dentro do Estado, até boas ideias simplesmente são desprezadas, em nome do populismo. Na estrutura burocrática de saúde, os postos de bairro são responsáveis pela saúde preventiva. Economizaríamos bilhões se doenças fossem percebidas e tratadas em seu estágio inicial ou nem sequer adquiridas, através do acompanhamento médico e mudanças de hábito.


Entretanto, qual foi a última vez que você viu um Posto de Saúde ser inaugurado? Ou mais médicos e enfermeiros serem contratados para estes locais? No geral, governadores e prefeitos gostam mesmo é de inaugurar hospitais. Se for um hospital grande (quem lembrou do hospital regional?) melhor ainda. Mais caros, eles cuidam dos pacientes que só existem graças a falta de prevenção. E vivem lotados, afinal, não há dinheiro para atender todo mundo e as escolhas políticas aumentaram o número de pacientes.


Não foi sem motivo que ter um plano de saúde se tornou o terceiro maior desejo dos brasileiros. Neste momento, existem 904 mil pessoas aguardando por uma cirurgia na fila do SUS. Alguns deles há mais de 10 anos! É por essas e outras razões que o Brasil é último lugar em eficiência no setor de saúde, de acordo com a Bloomberg.


Alguns economistas defendem que, em vez do SUS, deveríamos realizar o sonho dos brasileiros: garantir um plano de saúde para todos. Os que podem pagar seu plano de saúde, continuariam pagando. Os que não podem, receberiam um voucher para complementar/pagar seu plano.


Essa proposta provavelmente causaria muita gritaria dentro da esquerda. Diriam que “estamos privatizando o SUS”. Bem, não seria mentira. A ideia é garantir que os operadores de saúde passem a concorrer pelo seu dinheiro. E não simplesmente o recebam independentemente do serviço prestado.


Loucura? Talvez. Mas vem funcionando em países tão diversos quanto Singapura, Alemanha e Suíça! Não está na hora de tentarmos o que dá certo em vez de insistirmos no erro?

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Deputado Estadual pelo Partido NOVO Giuseppe Riesgo

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