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TEMER TEM MAIS ASSESSORES QUE A FAMÍLIA REAL BRITÂNICA


Se tornar um juiz é um sonho para a maior parte dos brasileiros. Não apenas pelo poder e importância da função, mas também por sua remuneração. O salário de um magistrado coloca qualquer um entre os 1% mais rico do Brasil. Fora isso, ainda há (vários) auxílios e gratificações.


Se a carreira de juiz é inacessível para muita gente, a ideia de trabalhar num tribunal nem tanto. A carreira de técnico-judiciário exige apenas um diploma de ensino médio. Quem entra na profissão começa ganhando quase R$ 7 mil e pode receber mais de R$ 11 mil no topo da carreira.


O nosso judiciário não paga apenas bons salários. Suas suntuosas sedes podem custar bilhões de reais. Milhões são despendidos em agrados para os seus funcionários, como um lanche gourmet no final da tarde.


Isso tudo faz o Poder Judiciário do Brasil ser o mais caro do mundo! Gastamos 1,3% de tudo produzido no país tentando fazer justiça e aplicar leis. É um número quatro vezes maior que o da Alemanha. Ainda assim, nossa justiça é lenta e ineficiente. Depender de uma solução judicial muitas vezes significa esperar sentado durante anos. Não é incomum que uma das partes da ação morra e seus filhos herdem a reivindicação.


Em uma empresa, investir tanto e não ter nenhum retorno salta os olhos de qualquer um. Tratamos o judiciário a pão de ló e em troca recebemos ineficiência e lentidão. Como isso pode ocorrer? Bem, esse fato não se torna surpresa quando você descobre a quem o Estado brasileiro serve.


O Brasil é dominado por corporações, mas não por essas que você está pensando


Você já deve ter visto essa cena dezenas de vezes. Vários funcionários públicos bem remunerados reunidos. Reclamam de como seus salários precisam de um novo aumento. Fecham o local em que deveriam estar trabalhando e protestam. Exigem que a sociedade lhes pague mais ainda por seus serviços.


Hoje, no Brasil, se você gostaria de saber quem realmente manda no país, deveria ver quem, mesmo com o país quebrado, recebeu um aumento que custou bilhões de reais. Tudo inteiramente bancado com o dinheiro dos nossos impostos.


É uma máquina de transferir renda de quem é mais pobre para quem é mais rico. E o próprio estado reconhece isso. Ele cobra dinheiro dos mais pobres através dos impostos. Em seguida, o entrega para sindicatos fortíssimos e seus membros funcionários públicos.


Curiosamente, este é um lobby que nossa esquerda parece não se importar. Já dizia Roberto Campos, esquerdistas não gostam de pobres, mas de funcionários públicos. Afinal, “São estes que, gozando de estabilidade, fazem greves, votam no Lula, pagam contribuição para a CUT. Os pobres não fazem nada disso”, mas são os que mais sofrem com essa política.


O Brasil tem menos servidores públicos per capita do que a maioria dos países desenvolvidos. E os em desenvolvimento também. Ao mesmo tempo, gastamos demais. Não, não é nenhuma mágica, apenas economia.


Temos poucos funcionários públicos, mas os seus salários e privilégios são muito altos. Os juízes do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro além de salário e auxílio-moradia recebem auxílio-creche, educação, livro, saúde e outra série de penduricalhos. Isso tornainviável a contratação de mais funcionários para desempenhar funções que realmente sofrem com a falta de recursos humanos.


Mas esse não é o nosso único problema. Além de termos poucos e caros funcionários, ainda os colocamos no lugar errado.


O presidente tem mais servos que a família real


Michel Temer hoje tem cerca de 4 mil assessores à sua disposição. Todos são lotados na Presidência da República e cuidam do interesse do presidente. Uma equipe deste tamanho é maior que a que serve a família real britânica ou a Donald Trump na Casa Branca. O presidente americano tem “apenas” 377 pessoas na sua staff.


Hoje, existem 309 carreiras diferentes dentro do serviço público federal. É impossível mensurar o mesmo número para estados e municípios. Até pouco tempo atrás a União ainda podia abrir concursos públicos para cargos como costureiro e datilógrafo.


Nos poderes legislativos as distorções são ainda maiores. Em Câmaras Municipais não é estranho encontrar operadores de xerox ganhando mais de R$ 10 mil! Na Câmara Federal, o chefe do setor de fotocópias recebe um contracheque de mais de 32 mil reais.


É evidente que existem funcionários públicos que recebem um salário justo, mas há de se concordar que algumas distorções são brincadeira com o nosso dinheiro.


Não, não há como o Brasil funcionar enquanto carregamos uma distorção desse tamanho dentro da máquina estatal. Precisamos ter coragem de enfrentar as corporações que não cansam de sugar todo o dinheiro ganho pelos brasileiros.

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Deputado Estadual pelo Partido NOVO Giuseppe Riesgo

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