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  • Giuseppe Riesgo

SERVIÇOS PÚBLICOS, PREJUÍZOS PRIVADOS E QUEM PAGA A CONTA É VOCÊ


Em 1995, o Banco do Brasil realizou o maior prejuízo da sua história. À época incríveis R$ 4,2 bilhões. O equivalente a 22 bilhões de reais em 2018. Numa época em que R$ 1 valia U$ 1, o economista sênior da American Bankers Association (ABA) Robert Strand afirmou “que esse é, de longe, o maior prejuízo anual registrado por um único banco na histórica bancária mundial”.

Um ano depois, o Banco do Brasil resolveu a superar a si mesmo. E novamente registrou o maior prejuízo da sua história. R$ 7,526 bilhões! Mais de R$ 40 bilhões em valores corrigidos. Até hoje o maior desfalque da história bancária brasileira e, provavelmente, apenas superado no resto do mundo durante a última crise.


As contas do BB só foram consertadas com ajuda do Governo Federal. R$ 8 bilhões (42 bilhões de reais em valores de 2018) foram retirados do Tesouro Nacional para cobrir a inépcia alheia. Dinheiro nosso. A má gestão é deles, mas a conta é nossa. Ter esta compreensão é essencial para entendermos como o serviço público funciona.


No setor privado, a própria existência de uma empresa está condicionada à sua capacidade de arrecadar mais do que gastou. Sem a mão amiga do governo, isso invariavelmente significa atender à demandas sociais. Atender o que o cliente quer. Do contrário, seus clientes irão para a loja ao lado. Não à toa Milton Friedman afirmou que a função social de uma empresa é dar lucro.


Por outro lado, existência de uma estatal, departamento, gabinete ou qualquer outro estamento burocrático não guarda relação com sua função social. Se você não gosta da educação estatal, pode até procurar uma escola privada, mas continuará pagando por ela. Você pode não gostar da CORSAN ou da RGE, mas o monopólio é delas e você nada pode fazer. O mesmo é verdade para todos os outros serviços públicos.


Como o dinheiro é garantido independente do resultado, o incentivo-motor da máquina estatal é péssimo. Um serviço bom ou ruim será recompensado da mesma forma. Clientes satisfeitos ou furiosos não mudam nada a operação da empresa pública.


Na verdade, diria que não serão recompensados da mesma forma. No Brasil e em vários países do mundo nós costumamos recompensar o fracasso. A educação está terrível? Colocamos mais dinheiro nas mãos das mesmas pessoas. Segurança? Infraestrutura? Coloque mais dinheiro público! As soluções são iguais assim como os resultados. Nós estamos sempre premiando o fracasso e punindo o sucesso. E quem paga tudo isso no final das contas somos nós!


O que poderíamos fazer para melhorar os serviços públicos atuais?

Deputado Estadual pelo Partido NOVO Giuseppe Riesgo

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