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SEM PRIVATIZAÇÃO, VOCÊ PAGARIA 10 MIL REAIS PARA USAR SEU TELEFONE


Quer ver algo comum há três décadas, mas que deixaria qualquer um chocado em 2018?

Entre no site do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul ou no Google e procure pela apelação cível 588013797 RS.


Leu a ementa do processo? Sim, os herdeiros de alguém estavam disputando judicialmente uma… linha telefônica! Na época, esse era um bem precioso. Como uma casa ou carro, eram passados de pai para filho. Quem não era proprietário de casa normalmente juntaria dinheiro durante anos  ou alugava - sim, alugava - uma linha para poder se comunicar. Em áreas urbanas, um telefone chegava a custar 3.000,00 dólares, cerca de 10.000 reais na cotação de hoje!


Muita coisa mudou em apenas uma geração. Tudo que precisamos para comprar uma linha é parar um vendedor de rua e entregá-lo R$ 10. Ele provavelmente perguntará qual operadora você deseja e de pronto instalará a linha em seu celular.


Mágica? Não, privatização. O Sistema Telebrás foi fundado em 1972 e privatizado em 1998. Durante estes 36 anos, a holding estatal conseguiu instalar 22 milhões de telefones no Brasil. Privatizada e pulverizada em diferentes grupos econômicos, o Brasil ganhou mais 20 milhões de linhas telefônicas apenas nos cinco primeiros anos do novo regime.


As privatizações nas telefônicas não foram perfeitas. Como falei em outra oportunidade, elas envolveram favorecimento para grupos amigos do governo, explícito favorecimento e tantos outros problemas. Ainda assim, a mera troca de comando foi suficiente para mudar a lógica condutora dos atos da empresa.


Uma vez privatizada, os cargos e indicações políticas deixaram de existir. O hábito de trocar a instalação de orelhões por votos foi encerrada. Investimentos feitos apenas para agradar sindicatos ou interesses locais também encontraram o seu fim. A empresa, agora, precisava dar lucro. Se desse prejuízo, seus novos donos teriam que cobri-lo sem recorrer aos cofres estatais.


Não foi sem motivo que em 20 anos saltamos de 1 milhão para 236 milhões de celulares (sim, mais de um por habitante). Apenas estar sob o sistema de lucros e prejuízos foi o suficiente para que as recém-criadas empresas telefônicas adotassem práticas distintas das anteriores. Em uma empresa privada, falir significa fechar as portas. Numa estatal, significa atacar o seu bolso.


Os argumentos contra as privatizações são fracos e recheados de paixão. A lógica demonstra que a vida da população melhora e muito com serviços privados de melhor qualidade. E você, ainda é contra privatizações?

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Deputado Estadual pelo Partido NOVO Giuseppe Riesgo

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