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QUEM É O RESPONSÁVEL PELA FILA NO SUS?


Entra dia, sai dia, e você provavelmente vai ver um bando de especialistas bradarem que o SUS é o sistema de saúde mais avançado do mundo. O único que atende gratuitamente todos. Até os estrangeiros! E ainda cobre qualquer tratamento. Até os que custam milhões!


Apesar disso, essa não parece ser a opinião do brasileiro comum.  


O atendimento pode até ser gratuito, mas o problema é conseguir ser atendido. Os tratamentos podem até ser cobertos, mas apenas se você tiver dinheiro para bancar um bom advogado (ou tempo de sobra para enfrentar as filas na Defensoria Pública). As cirurgias e procedimentos complexos podem até ser feitos, mas para conseguir uma consulta você tem que acordar às 3h da manhã para conseguir pegar fila e ser talvez atendido à tarde.


O sistema “é o mais avançado do mundo”, mas tem hospitais onde faltam remédios para dor. Tem equipamentos caros comprados com dinheiro público jogados em depósitos como se fossem sucata. Tem pacientes sendo atendidos nos corredores por falta de leitos.


Mas de quem é a culpa por essa situação? Bem, tanto a União, como estados e municípios fazem a gestão do SUS. Cada um ter sua parcela de responsabilidade por algo que não funciona dentro dessa estrutura. Cada um tem um pouco de culpa.


A União concentra a maior parte do dinheiro. O Ministério da Saúde é responsável por coordenar os sistemas de saúde de alta complexidade. Além de cuidar dos laboratórios públicos (como o Fiocruz) e programas nacionais, como os de vacinação. Seu maior gargalo é na hora de enviar o dinheiro para estados e municípios. Parece não haver controle algum, e muito se perde no meio do caminho (por que será?).

Estados e municípios têm que destinar certos percentuais da sua arrecadação para a saúde, obrigatoriamente. Só que boa parte do dinheiro investido vem de repasses da União. Em tese, estados deveriam criar hospitais de referência e ter sua própria rede de laboratórios, hemocentros, e tudo mais. Os municípios, por sua vez, fariam o mesmo que os estados, mas também dariam atenção à prevenção - com os programas de saúde da família.


Em tese, o cidadão estaria coberto sempre que precisasse de ajuda médica. Com isso, a responsabilidade pela saúde do indivíduo deixa de ser dele próprio. Apesar de pagarmos indiretamente pelo sistema, a responsabilidade de fazer ele funcionar passa a ser do Prefeito, do secretário municipal de saúde, do Governador, do Presidente.


Você confiaria a saúde dos seus filhos a qualquer um que ocupasse esses cargos? Eu não. Mas, para pessoas de baixa renda, não tem escolha. Você é obrigado a pagar e não sobra para contratar um plano de saúde melhor.


O SUS talvez tenha boas intenções. Mas na prática, faz o povo pagar caro por algo que não funciona direito. Faz o povo pagar por má administração e desvio de verba. Será mesmo que essa é a melhor opção para a saúde do povo? Sinceramente, não existiria uma maneira melhor de administrar o sistema, ou a possibilidade de trocá-lo por algo melhor?

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Deputado Estadual pelo Partido NOVO Giuseppe Riesgo

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