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OS SINDICATOS QUEREM PROTEGER O EMPREGO?


Em agosto de 2016, o desemprego no Brasil atingia pela primeira vez mais de 12 milhões de pessoas. O número fica ainda mais impressionante quando lembramos que há menos de dois anos o país estava no que os economistas chamam de “pleno emprego”. Ele se torna realmente assustador quando recordamos as acrobacias feitas para diminui-lo, como não contar como desempregado quem cansou de procurar emprego.

Ainda assim, quem se auto-intitulava representante dos trabalhadores defendia ardorosamente a responsável por um aumento tão expressivo nos números. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) promoveu mais de um comício pedindo a continuidade do governo Dilma Rousseff, apesar do desastre que ele vinha trazendo para os trabalhadores.


De fato, quando Dilma estava plantando as sementes da crise econômica, a CUT permaneceu calada, a despeito do crescimento econômico ser a única coisa capaz de aumentar salários e garantir empregos. Para 10 entre 10 economistas, o crescimento econômico sustentável é uma condição necessária para os trabalhadores melhorarem de vida.


Essa lição foi aprendida por todo o mundo desenvolvido, mas é ignorada por nossas centrais sindicais. Não sem motivo. O sindicalismo no Brasil não é centrado no trabalhador, mas nos partidos.


A CUT está umbilicalmente ligada ao PT, à Força Sindical ao Solidariedade, à CTB, ao PCdoB e assim vai. Antes de defender aqueles que dizem representar, os sindicatos brasileiros usualmente servem ao projeto político de poder dos seus dirigentes.


Os sindicatos que representam os trabalhadores da Eletrobrás permaneceram calados enquanto a estatal era desmontada. O mesmo vale para os que representam os empregados dos Correios e da Petrobrás. Só passaram a reclamar quando o governo foi mudado. Com a Petrobrás e Eletrobrás o caso é ainda mais curioso: os sindicatos de ambas pedem a renúncia dos presidentes que efetivamente tiraram as companhias do fundo do poço.


Isso pode parecer um defeito dos nossos sindicatos, mas para eles é uma vantagem. É  justamente sua aproximação com o poder que os permitem receber verbas públicas expressivas. Seja através da contribuição sindical ou diretamente, como no patrocínio que a Caixa Econômica Federal deu ao Prêmio CUT Democracia e Liberdade Sempre.


Os sindicatos não estão preocupados com o desemprego.

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Deputado Estadual pelo Partido NOVO Giuseppe Riesgo

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