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O QUE VOCÊ CONSIDERA EDUCAÇÃO?


Educação sempre é um tema recorrente. Muito se fala e pouco se sugere para melhorar. Todos reclamam que está ruim mas nada se faz. A solução mais simples sempre é “aumentar os investimentos”, só que isso já se fez e pouco adiantou.


Mas a pergunta que se deve fazer é: O que é educação, afinal?


Há 5 anos pesquisadores do MIT deixaram caixas lacradas em um vilarejo da Etiópia. Dentro delas havia tablets, mas nenhuma instrução havia sido dada ou deixada. O pesquisador-chefe do experimento, Nicholas Negroponte, acreditava que as crianças do local apenas brincariam com os objetos.


Ledo engano. Em alguns minutos uma criança abriu a caixa e encontrou os tablets. Pouco depois ela descobriu o botão de on/off e ligou o aparelho. Detalhe: ela nunca tinha visto um botão parecido antes!


Em cinco dias, o tablet já tinha 47 aplicativos para crianças instalado. Algumas semanas foram o suficiente para as crianças passarem a cantar músicas em inglês. E cinco meses depois elas já tinham “hackeado” o aparelho. Como? As crianças notaram que havia uma câmera no tablet, mas ela estava desativada. Então fuçaram o sistema operacional até que conseguiram ligá-la.


Você considera que essas crianças estão mais educadas do que antes? É difícil dizer que “não”. Todos concordamos que o processo as fez aprender sobre o mundo a sua volta. De fato, até uma nova língua estava sendo dominada.


Mas para o nosso governo nada disso conta como “educação”. Oficialmente, apenas contam como educados aqueles que estiveram dentro das escolas aprovadas pelo Estado, via Ministério da Educação. Todas as outras maneiras de se educar não importam para o governo.


Indivíduos são diferentes e é natural que aprendam de maneiras diferentes. Existem pessoas que preferem ter um professor ensinando cada passo. Outras apenas para tirar dúvidas. E alguns até preferem aprender na prática. Com os desafios que vão surgindo ao longo do  processo.


Hoje, nossa educação tem um modelo centralizado. Toda a responsabilidade de definir “o quê” e “como” será estudado é do Estado. Não importa onde você viva, o que você pretende ser ou suas aptidões, a educação no Brasil segue um único padrão. Se o Ministério da Educação não aprova, então não vale.


Alternativas inovadoras podem literalmente configurar um crime aos olhos do estado.


Rotineiramente pais que, ao invés de matricularem seus filhos emescolas, os educam em casa são enquadrados no crime de “abandono intelectual”. Uma escola que tenha uma educação voltada para a solução prática de problemas e não siga o currículo do MEC será fechada.


Diante disso, pergunto se estamos conduzindo de maneira correta a educação no nosso país. Será que a solução é simplesmente jogar dinheiro nas escolas públicas ou repensar o modelo? Para onde caminharemos com esse tipo de atitude?

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Deputado Estadual pelo Partido NOVO Giuseppe Riesgo

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