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O QUE ACONTECERÁ SE O BRASIL NÃO AJUSTAR SUA PREVIDÊNCIA?


Portugal há 5 anos enfrentava um enorme desafio. Suas contas públicas estavam arrasadas. Ano após ano os rombos cresciam na mesma proporção que a economia quebrava. O principal gasto governamental? A previdência.


E, apesar de atender menos pessoas, a previdência dos funcionários públicos é um problema tão grande quanto a previdência comum. A maioria dos ex-funcionários públicos recebia uma aposentadoria de mais de mil euros por mês. No setor privado, 85% dos aposentados ganhavam menos de 500 euros.


Para piorar, Portugal estava envelhecendo. Sua pirâmide demográfica já havia sido transformada. Havia mais idosos aposentados do que jovens trabalhando e pagando para o sistema funcionar.


O resultado não poderia ser outro: o governo português impôs cortes nas aposentadorias. Aposentados viram sua renda cair em até 25%. Um número alto, mas ainda menor que o da Grécia. Lá, o governo de extrema-esquerda de Alexis Tsipras diminuiu em mais de 50% o valor pago.


A essa altura você já deve ter percebido o rumo que o Brasil provavelmente tomará nos próximos anos. Assim como Grécia e Portugal temos um problema nas contas públicas causado sobretudo pelo excesso de gastos na previdência. Acredite ou não no rombo, o fato é que os gastos com aposentadorias mais que dobraram nas últimas duas décadas.


Como a quantidade de recursos que existem em nosso país não é infinita, isso significa que gastaremos menos em outras áreas apenas para bancar o nosso sistema previdenciário. Pense assim, cada centavo gasto com aposentadorias não pode ser gasto com saúde, educação ou segurança. No nosso estado, o Rio Grande do Sul, o governo gasta mais com aposentadorias do que com esses três setores somados!


Isso por si só já seria um problema, mas temos outro ainda maior. Nosso sistema previdenciário exige que haja mais jovens trabalhando e contribuindo para o INSS do que idosos aposentados. Quando o seu país está envelhecendo de forma acelerada isso pode ser um inconveniente.


Hoje, o Brasil vive um processo de transição demográfica. Teremos mais idosos do que jovens em breve. E, diferente de outros países, teremos pouquíssimo tempo para nos adaptarmos. Enquanto no resto do mundo as despesas foram crescendo, acompanhando o envelhecimento da população, as nossas sempre foram altas, acompanhando o aumento dos vários privilégios garantidos aos funcionários públicos.


Em 2016, de tudo que o governo federal arrecadou com impostos, metade foi destinada à previdência. Estima-se que em 10 anos, este número subirá para 80%. E até 2060, gastaremos todo o orçamento apenas bancando aposentadorias.


Se não fizermos nada, o Brasil do futuro pode se transformar no Brasil do passado.

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Deputado Estadual pelo Partido NOVO Giuseppe Riesgo

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