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  • Giuseppe Riesgo

O GOVERNO NOS FAZ REFÉNS DA BUROCRACIA


Desembarcar de um avião e pegar um táxi na porta do aeroporto sempre foi uma experiência estranha. Normalmente o valor acertado não é o do taxímetro. Existem muitas vezes valores fixos ou o taxista simplesmente inventa um preço ao final da corrida. Já vi inclusive amigos que pagaram taxas-extra por usarem o porta-malas.


Felizmente isso mudou. Pedimos um Uber ou um cabify ainda dentro do portão de desembarque. Se vamos para os táxis, eles são incrivelmente mais gentis do que 10 ou 20 anos atrás. Mágica? Mais ou menos.


Há uma década, era simplesmente impossível concorrer com os táxis. Prefeituras controlavam a quantidade licenças que seriam emitidas. Criavam regras cada vez mais restritas sobre quem poderia ser um taxista e como. Aquilo que o economista peruano De Soto Polar chama de “muro de papel” apenas crescia e expulsava mais e mais pessoas da concorrência.


Veio a evolução disruptiva do Uber e tudo mudou. Prefeituras estão sendo pressionadas a diminuir a burocracia dos seus sistemas de transporte privado. Mais companhias - 99, Cabify e tantas outras - surgiram para oferecer o mesmo serviço, nos deram liberdade de escolha e melhoraram nossa experiência.


A experiência com o sistema de transporte que todos nós tivemos não é única no Brasil. Em vários setores da economia brasileira temos situações análogas ao sistema de transporte antes do Uber.


De acordo com o Banco Mundial, o Brasil é o 125º pior país do mundo para se fazer negócios. Os muros de papel da burocracia nos cercam por todos os lados. Pense em um setor (seja da barraquinha de cachorro-quente, uma pequena fábrica até um banco), quão fácil (ou difícil) é abrir uma empresa nele?


A burocracia faz com que seja muito difícil termos concorrência em nosso país. E sem concorrência, somos eterno reféns de quem já está aí.

Deputado Estadual pelo Partido NOVO Giuseppe Riesgo

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