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O GOVERNO MENTE SOBRE O DESEMPREGO



A estatística oficial diz que o desemprego no Brasil é de 12%. Mas é mentira.

Imagine que você era engenheiro civil em uma construtora. Veio a crise, sua empresa fechou e subitamente você está sem emprego. Conversando com um amigo, ele consegue para você uma vaga como vendedor de picolés no sinal.


Então, após três fracos dias de venda, sua família pede que você volte para casa, e você aceita. Nessa situação, você se consideraria um desempregado ou empregado? Eu, obviamente, diria desempregado.


Só que, independente da sua resposta, você seria taxado como empregado nas estatísticas oficiais, mesmo tendo trabalhado apenas três dias num mês. Estranho? Sim, mas essa não é a única bizarrice que a estatística oficial faz para manipular os números. Por exemplo, alguém que simplesmente cansou de procurar emprego - mas queria ter um - também não será contabilizada na estatística oficial de desempregados.


O mesmo vale para aqueles que fazem vários bicos durante o mês, mas não tem emprego fixo. Também são considerados como empregados os que trabalham poucas horas por semana, mas gostariam de trabalhar por mais tempo. No final, desempregado são apenas os que procuram um emprego fixo e não acham. Esses são os 12%.


Isso nos faz perguntar: que números teríamos se corrigirmos todas as distorções? Provavelmente concluiremos que boa parte do Brasil está desempregada ou subempregada.


Esse número poderia ser ainda maior. Hoje, 40 milhões de brasileiros trabalham na informalidade. Isto é, são pessoas que só tem emprego porque a legislação e burocracia trabalhistas não são obedecidas.


Gostemos ou não, o fato é que se essas regras fossem perfeitamente seguidas, a população simplesmente não teria emprego. Geralmente o empregado informal é alguém que teve poucas oportunidades na vida, não tem muitos anos de estudo e pouca experiência com trabalhos formais. E ainda é bem comum que os custos da legislação trabalhista façam com que seja mais caro contratar essas pessoas do só que contar com que trabalhem informalmente.


Estes fatos não são uma surpresa para os economistas. Greg Mankiw, por exemplo, é professor da Universidade de Harvard e tem o livro-texto mais lido do mundo na área. Em todas as edições, ele faz um apanhado das opiniões que os economistas americanos concordam. 79% deles acreditam que quanto mais caro é contratar alguém, mais difícil será para que trabalhadores jovens e sem qualificações consigam um emprego formal.


E no Brasil, todos sabem, é muito caro contratar alguém. Será que o excesso de leis trabalhistas, no fim das contas, não prejudica os trabalhadores? Se facilitássemos as contratações e relações de trabalho, será que o fantasioso número de 12% não seria menor?

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Deputado Estadual pelo Partido NOVO Giuseppe Riesgo

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