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  • Giuseppe Riesgo

EXISTE UM JEITO DE TIRAR O GOVERNO DA SUA CARTEIRA


Desde sua independência em 1822, o Brasil já teve 9 (nove!) moedas (réis, mil réis, cruzeiro, cruzeiro novo, cruzado, cruzado novo, cruzeiro, cruzeiro real, real). Sem exceção, pulamos de uma para a outra graças à inflação.


Quando saímos do cruzeiro para o real convivemos com uma taxa de inacreditáveis 4 dígitos: 2.489%/ano. Era uma inflação de 207% ao mês e 6% por dia. Sim, em 2017, a inflação brasileira foi menor do que a de um único dia de 1993.


Sofrer com a inflação não é algo novo na história da humanidade. Recentemente, o Zimbábue chamou atenção por sua taxa inflacionária de 79,6 bilhões por cento ao mês. Na Alemanha entre 1922 e 1923, o índice inflacionário bateu 207% ao dia, isto é, os preços quadruplicavam diariamente. Até a Roma Antiga sofreu com uma hiperinflação.


Países desenvolvidos como os Estados Unidos não escaparam dessa sina. Na década de 70, o então presidente Gerald Ford promoveu uma campanha contra a alta de preços com direito a bottons e camisetas (de onde você acha que os fiscais do Sarney saíram?).


A grande verdade é que o Estado cuida muito mal do nosso dinheiro. E esse é um fenômeno universal e fácil de explicar. Nós somos obrigados a utilizar moedas estatais. Se o governo imprime (sim, simplesmente imprime) dinheiro para pagar seus gastos inúteis, privilégios, corrupção e outras barbaridades, somos nós que ficamos com um papel sem valor nas nossas carteiras. E nada podemos fazer contra isso!


Foi por isso que importantes economistas como Milton Friedman tentaram criar métodos para ao menos controlar o ímpeto inflacionário dos governantes. Gastar muito agora pode garantir uma reeleição, mas muitos problemas no futuro.


Com isso em mente, Friedman propagandeou o sistema de metas de inflação e a independência do Banco Central. O responsável por “imprimir” o dinheiro estaria protegido do seu cargo contra pressões políticas. Sua cadeira estaria assegurada durante seu mandato. Além disso, ele teria como farol manter a inflação em uma determinada faixa.


Melhor do que o anterior, mas não perfeito. Dilma Rousseff, por exemplo, desrespeitou as metas de inflação e tudo ficou por isso mesmo. Era por isso que F.A. Hayek era mais pessimista. Para ele, “nós nunca teremos novamente um ‘bom dinheiro’ enquanto não o retirarmos da mão do governo”.


Como fazer essa difícil missão? Hayek respondia: “Não podemos fazê-lo de forma violenta, tudo  que podemos fazer é de alguma forma introduzir algo que eles nunca poderão parar”.

O economista austríaco teceu seu comentário em 1984. Exatos 25 anos depois, um indivíduo sob o pseudônimo de Satoshi Nakamoto criou o bitcoin, uma moeda digital que não pode simplesmente ser extinta ou controlada pelo Estado.


Nakamoto montou um engenhoso sistema capaz de novamente nos dar um “bom dinheiro”. Sua moeda é eminentemente anti-inflacionária, pois apenas 21 milhões bitcoins poderão ser emitidos na história. Nada mais. Cada bitcoin é emitido após computadores realizarem cálculos matemáticos e decifrarem uma criptografia (daí o nome criptomoeda), uma forma de fazer com que eles sejam emitidos no tempo correto.


Governos não podem proibi-las sem um imenso custo, afinal, para se trocar bitcoins é necessário apenas internet e um dispositivo eletrônico.


Mas mais do que nos ajudando a derrotar o controle estatal sobre nossas vidas, o bitcoin está ajudando os mais pobres do mundo.


Em países como Nigéria e África do Sul, emigrantes costumavam enviar dinheiro para suas famílias através de bancos e casas de câmbio.Taxas e impostos acabavam fazendo com que boa parte dos recursos enviados nunca chegassem aos seus familiares. Isso mudou com o bitcoin!


Hoje, mesmo sem contas bancárias é possível receber pagamentos internacionais e com taxas bem menores. E é exatamente isso que está ocorrendo em vários países do continente africano. No Zimbábue, que sofria com a hiperinflação, 37% dos usuários de uma única corretora guardam seu dinheiro em bitcoins - e não mais na moeda estatal.


O bitcoin não é a única criptomoeda ajudando os mais pobres. A Fundação Bill e Melinda Gates, está trabalhando para o que o Ripple seja intercambiável com sistemas de pagamentos móveis comum em países africanos.


As moedas digitais estão deixando o governo longe da nossa carteira - e isso é maravilhoso.

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Deputado Estadual pelo Partido NOVO Giuseppe Riesgo

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