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ENTENDA COMO O BRASIL INCENTIVA A CORRUPÇÃO


Pense rápido: você deixaria de comer um chocolate que acabou de ganhar? E se eu te oferecesse R$ 10 para você se segurar até amanhã? Aí tudo muda, não é mesmo? Nós chamamos essa mudança de “incentivo”. Uma situação em que se dará um pequeno ou grande “empurrão” em uma escolha que você poderia fazer.


Governos costumam fazer políticas públicas com base em incentivos. Aumentar imposto do cigarro é um incentivo para que as pessoas parem de fumar. Subsidiar o crédito imobiliário é um incentivo para as pessoas comprarem mais casas. Reduzir o IPI é uma forma de incentivar o consumo de produtos industrializados.


Infelizmente, um incentivo pouco falado, mas muito fornecido pelo Estado é o que move a corrupção.

Pense em quantas leis impossíveis de serem cumpridas nós temos. Ou quantas políticas públicas só conseguem ser cumpridas satisfatoriamente por quem tem um bom relacionamento com o poder. Tudo isso, no final, se traduz em um incentivo à corrupção.


Explico. O Brasil é o país em que mais se gasta tempo para pagar impostos. Não trabalhando para pagá-los, mas apenas descobrindo quanto será pago. Os estudos divergem, mas são entre 1.958 e 2.600 horas úteis (entre 81 e 108 dias) de trabalho desperdiçados com papéis. Claro, isso, se você não tiver um “fiscal amigo”.


O Estado brasileiro é estruturado desta forma. É impossível não se dirigir a uma repartição pública e deixar de notar a atuação dos “despachantes”. Pessoas que têm como profissão manter uma rede de contatos capaz de banhá-las com favores. Pessoas que conseguem se esquivar da burocracia de alguma maneira cobrando por isso.


O mesmo se aplica às nossas estatais. Os Irmãos Batista construíram uma multinacional com dinheiro do BNDES. A concessão de subsídios era uma decisão de quem estava no comando, logo, cada um deles via acompanhado de propina. Na Petrobrás, um cartel de empreiteiras foi montado para pagar “pixulecos”, vantagens, ou qualquer outro codinome aos mandatários de plantão. O incentivo do Estado sempre foi de dificultar as coisas, assim os donos do poder podem cobrar para facilitar depois.


Dizer que a culpa da corrupção desvendada pela Lava-Jato é do FHC não está de todo errado. Se ele tivesse tido a coragem de privatizar a Petrobrás, como foi feito com a Embraer, nada disso teria ocorrido.

Foi um erro que custou caro a nossa democracia. A corrupção cria um círculo vicioso capaz de encerrar uma sociedade livre.


Tantas oportunidades de roubar atraem corruptos. Estes quebram todas as regras e são eleitos. Uma vez no poder, roubam para si e seu grupo político. Com isto, financiam sua campanha e tem uma vantagem injusta sobre os candidatos honestos.


Hoje, diminuir o tamanho do estado não é apenas diminuir a corrupção, mas garantir que nossa democracia é séria e confiável.

Deputado Estadual pelo Partido NOVO Giuseppe Riesgo

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