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COMO O LIVRE COMÉRCIO PROPORCIONA A PAZ E TOLERÂNCIA


Durante a Era Vitoriana, o filósofo e historiador britânico Thomas Carlyle estava irritado. A produtividade das Índias Ocidentais havia caído. Para ele, a culpa era dos economistas. A economia não era uma “ciência alegre” - como seus proponentes defendiam -, mas uma ciência lúgubre.


Carlyle estava irritado com o fato de que os economistas “procuravam o segredo do universo ‘na oferta e na demanda’, reduzindo o dever dos governantes a deixar os homens em paz’”. Para ele, “o negro ocioso nas Índias Ocidentais foi feito para trabalhar e deve ser obrigado a tal, como é o desejo do Criador que os fez”.


Sim, Carlyle defendia a escravidão e atacava o credo liberal, sustentado por economistas, que indivíduos deveriam ser deixados em paz. Mais, odiava toda a ideia de que oferta e demanda, no geral, representam uma boa forma de organização social.


Carlyle era o que chamamos hoje em dia de reacionário. Reagia ao forte liberalismo britânico. Curiosamente, nós podemos achar todos os preconceitos do carlyleanos não na direita conservadora, mas na atual esquerda.


Em um debate com o economista liberal Tom Palmer, Ciro Gomes defendeu o protecionismo. Seu principal argumento? Não podemos deixar tudo para oferta e demanda, precisamos proteger nossa identidade nacional.


Nós esquecemos o quão perigoso este argumento pode ser. A globalização e o livre comércio não foram responsáveis apenas por tirar países da pobreza absoluta (pense na China, Índia, Taiwan e tantos outros!), mas nos levou ao caminho da paz.


Investimentos estrangeiros e o livre comércio retiram incentivos para a guerra e aumentam os que nos levam para a co-existência pacífica. Um país não entra em guerra com quem ele venda ou compra coisas. O mundo que procura os segredos no universo na oferta e demanda é mais pacífico.


Em uma época marcada por nativismos e brigas religiosas, Voltaire já vislumbrava a potência da economia para acalmar o mundo. A prova? “Entrai na Bolsa de Londres [...]. Aí vereis reunidos, para a utilidade dos homens, deputados de todas as nações. O judeu, o maometano e o cristão negociam reciprocamente como se pertencessem todos à mesma religião. Só é infiel que vai à bancarrota.”


Mais de um estudo já comprovou esta hipótese e existe até um nome bonitinho para ela: Teoria dos Arcos Dourados. Com exceção de Rússia e Ucrânia, nenhum país onde existe  um McDonald’s atacou outro na história da humanidade. Sim, parece que o Ronald McDonald faz mais pela paz do que a ONU e qualquer governo. Surpreendente, não?! Mas é um ótimo motivo para abraçarmos a globalização e investimentos vindos de pessoas que nasceram em outras linhas imaginárias.


Ninguém quer brigar com seus clientes e fornecedores. O livre comércio desestimula fortemente o conflito e proporciona o desenvolvimento econômico dos seus adeptos.

Deputado Estadual pelo Partido NOVO Giuseppe Riesgo

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