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COMO O DESARMAMENTO FAZ A POPULAÇÃO DE REFÉM


Santa Maria registrou 71 homicídios em 2017. Em 2010, há apenas 8 anos, o mesmo número não passava de 30. Não, um aumento de mais de 100% no número de assassinatos em nossa cidade não é normal. Seguidamente estamos vivenciando o ano mais violento do município. Foi assim em 2015 com 55 assassinatos, em 2016 com 65, e agora novamente ao ultrapassarmos sete dezenas.


Infelizmente, o fenômeno é nacional. O Brasil vem enfrentando uma escalada de violência acelerada nos últimos anos. Parecia impossível, mas ultrapassamos a marca de 60 mil homicídios por ano, passamos a responder por 10% de todos os assassinatos no mundo e somos campeões indiscutíveis no quesito.


Não é coincidência que a situação tenha piorado nos últimos anos. Vários estados entraram em crise e resolveram fazer cortes nos orçamentos da área de segurança pública. Em Porto Alegre, 1 de cada 4 viaturas da Polícia Militar está fora de operação por falta de reparos. Sem contar com o atraso no pagamento de salários e tudo mais!


Isso significa que apenas países ricos podem ter uma boa segurança? Não! Existem países tão pobres quanto o Brasil e com uma segurança melhor. O nosso vizinho Paraguai, mesmo tendo renda e educação piores que as nossas, apresenta uma taxa de homicídios 3 vezes menor do que a brasileira. Com um agravante, muito da violência paraguaia é culpa do Brasil. Ela ocorre graças as disputas comandadas por nossos criminosos na fronteira do país.


A diferença essencial? Assim como no Uruguai, os civis paraguaios podem comprar armas legalmente. De fato, a terra de José Mujica é a mais armada de todo o continente e, sem surpresa alguma, a menos violenta.


Ao praticamente proibir o porte e a posse de armas aprovando o Estatuto do Desarmamento no governo Lula, o Governo Federal obrigou os estados a investirem massivamente em segurança pública. Sobretudo, a segurança preventiva feita pela polícia militar. Afinal, fomos privados do direito de nos defender, desta forma, o mínimo esperado é que a polícia sempre esteja lá para nos ajudar, não é?


Essa política, no entanto, é irreal. Quem confia 100% na polícia para nos defender a todo momento? Quem acredita que os quebrados governos estaduais terão dinheiro suficiente para bancar toda a nossa segurança?


Não há recursos para mantermos um policial nos vigiando em cada esquina. Nem isso é algo desejável, na verdade. Isso nos aproximaria mais da Coreia do Norte do que de sociedades livres.


De qualquer forma, enquanto estados se recusam a fazer investimentos na área por falta de dinheiro, nós literalmente continuamos presos no fogo cruzado. Desamparados e desarmados. Enquanto isso, os criminosos estão armados até os dentes.


Desarmar a população beneficia quem no final das contas?

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Deputado Estadual pelo Partido NOVO Giuseppe Riesgo

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