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  • Giuseppe Riesgo

AUMENTAR O SALÁRIO MÍNIMO NÃO É BENÉFICO. VEJA EXEMPLOS.


Onde um trabalhador vive melhor? Na Venezuela ou na Finlândia? Na pátria de Bolívar (Bolívia) ou na Dinamarca? No reino do socialismo bolivariano ou na Islândia?


10 entre 10 pessoas sempre escolherão qualquer país, menos a Venezuela. Mas não deveriam. Quem acredita que o salário mínimo sempre deve crescer deveria amar o nosso vizinho latino-americano. Apenas no último ano foram sete aumentos. O primeiro em 2018 foi de incríveis 74%!


A ideia é recuperar o poder de compra perdido com a inflação que já bate na casa dos 1000% ao ano. Enquanto isso, países como Finlândia, Dinamarca, Islândia e tantos outros NÃO TÊM um salário mínimo.


Na lógica, dos defensores do Estado, isso deveria significar um bem-estar maior na Venezuela do que nos países citados, mas ocorre justamente o contrário. Não é mágica, mas apenas o fato de que o salário mínimo é completamente irrelevante para a boa vida do trabalhador.


Se você quer fazer o trabalhador viver melhor e ser mais próspero, seus esforços deveriam estar concentrados em outras coisas.


Por que o salário mínimo não dá certo?


Mas vamos por partes. Por que aumentar o salário mínimo não deu certo na Venezuela e em lugar algum?


Infelizmente, políticos amantes do Estado esquecem que sua caneta não é mágica. Para alguns, basta que eles assinem um decreto ou lei, e o mundo se transformará imediatamente.


Não é assim que funciona. Se Michel Temer resolvesse aumentar o salário mínimo para R$ 5.300,00 ele apenas conseguiria provocar desemprego em massa e aumento na informalidade.


Pense assim, contratar alguém tem que valer a pena. O indivíduo tem que produzir mais do que ele ganha. Caso contrário, não haveria motivo para contratação. No Brasil, graças a uma série de fatores, pouquíssimos brasileiros conseguem produzir mais do que R$ 5.300,00. E não existe caneta no mundo que mude este fato.


Para piorar, esse aumento atingiria sobretudo os mais pobres. Quanto maior o salário de corte, maior é a dificuldade para quem não teve oportunidade de estudar e ter experiência entrar no mercado de trabalho, como recentemente concluiu o Banco Mundial.


Se nenhum político pode melhorar a vida do trabalhador, então, quem pode?


“Produtividade não é tudo, mas no longo prazo é quase tudo”


Esquerda, Direita, Liberais e Conservadores, não importa, se economistas tivessem um consenso ele seria sobre a importância da produtividade.


Longe de ser um liberal pros padrões brasileiros, o economista Paul Krugman sempre repetia “Produtividade não é tudo, mas no longo prazo é quase tudo”. Se você quer viver melhor, tem que produzir mais. Isso significa trabalhar mais? Não, pelo contrário! Aumentar a produtividade significa trabalhar cada vez menos para produzir o mesmo ou mais.


Pense assim, um trabalhador americano consegue produzir em 3 meses o que um brasileiro leva um ano. Ele consegue entregar suas mercadorias mais rápido que o brasileiro, lida com menos burocracia, tem segurança jurídica e pode se concentrar na produção. O brasileiro, por outro lado, bem, você já sabe como é.


Percebe-se que, apesar da boa intenção dos aumentos de salário mínimo, isso de forma alguma garante que os trabalhadores vão ser bem remunerados. O mundo todo tem provas disso. Temos que focar em produtividade. E para aumentar a produtividade devemos baixar impostos, facilitar empreendimentos, reduzir travas governamentais, diminuir burocracia e tudo o que já venho escrevendo há tempos.


Foi o aumento da produtividade que aumentou o salário dos americanos e retirou vários outros povos ao redor do mundo da pobreza. Aumentar a produtividade não vai ser fácil, mas vai transformar nosso país. Que tal tentarmos isso?



A vida não é tão simples quanto a boa vontade de um presidente em aumentar o salário mínimo. É extremamente mais complexo do que isso.

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Deputado Estadual pelo Partido NOVO Giuseppe Riesgo

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