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AS DÍVIDAS SÃO DO GOVERNO, MAS QUEM É PREJUDICADO É VOCÊ


A distância entre o Sol e a Terra é de cerca de 144 milhões de quilômetros. Entre o Sol e Plutão o número é maior que 5 bilhões de quilômetros. Os números na astronomia costumam ser enormes, e é por isso que os apelidamos de “números astronômicos”.


Mas e o que isso tem a ver com a dívida pública? Tudo. Eu acredito que eles pararam de refletir grandiosidade. Sobretudo quando os comparamos aos números da nossa dívida pública.


Enquanto os astrônomos falam em milhões ou bilhões, há muito discutimos sobre trilhões quando o assunto é dívida pública. 3 trilhões e 350 bilhões para ser mais exato. Esse número faz com que apenas os débitos do governo federal atinjam 74,4% do nosso PIB.


Para nossa infelicidade, boa parte desse dinheiro foi gasto, mas não teve retorno algum. Gastamos bilhões e bilhões de reais com obras megalomaníacas, empréstimos para grandes grupos empresariais, políticas econômicas fracassadas e tudo mais. Ganhamos a fatura para pagar, mas nada para comemorar. Somos obrigados a pagar impostos para que eles sejam gastos irresponsavelmente.


Eu gostaria de dizer que há apenas um grande problema em fazer dívidas deste tamanho. Mas eles são vários!

Uma dívida maior significa mais juros a serem pagos. Mais juros aumentam a probabilidade de um calote no futuro. Agências de risco - que medem a probabilidade de calote  - rebaixam a nota da nossa dívida refletindo este novo cenário. Por consequência, menos investimentos vêm para o nosso país. Menos investimento significa menos empresas expandindo, menos empresas novas abrindo, menos emprego e menos renda. Menos investimento pode ser a resposta para você estar sem emprego.


Se ser mal visto não é o suficiente, vários fundos de investimento são obrigados por lei ou contrato a investirem apenas em países com boas notas. Menos investidores fazem os juros subirem para atração de novos investidores. A elevação nos juros aumenta a probabilidade de um calote no futuro e o ciclo se reinicia.


A lógica do endividamento nos empurra para esse ciclo e o resultado é desastroso.  Eventualmente a conta estoura e precisa ser paga.


Os gregos aprenderam isso na marra. Viram sua renda cair e sua economia ser devastada. O país não desandou para o caos social por muito pouco. O mesmo pode ser dito do Rio de Janeiro. Se fosse um país, sem a ajuda dos outros entes da federação, provavelmente já estaria perdido sem dinheiro para garantir o básico civilizacional à sua população.

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Deputado Estadual pelo Partido NOVO Giuseppe Riesgo

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