Carregando...

  • Giuseppe Riesgo

AFINAL, EXISTE DOUTRINAÇÃO NAS ESCOLAS E UNIVERSIDADES?


Um estudo recente feito por uma pesquisadora brasileira constatou que boa parte dos professores de história do nosso país são de esquerda. A pesquisa entrevistou 288 professores e concluiu que incríveis 84,5% dizem ter simpatia por partidos de esquerda ou centro-esquerda*.

Por si só, isso não é um problema. Pessoas podem ter suas preferências políticas, é natural que as tenham.  A grande questão é que isso vem claramente afetando o ensino brasileiro.


Na própria disciplina de história, é bem comum que fatos e acontecimentos sejam escondidos ou mal abordados. Por exemplo, quase todo brasileiro tem em seu imaginário que o ditador fascista Getúlio Vargas foi um grande presidente. O motivo? “Meu professor me disse”.


Eu nunca ouvi relatos de escolas onde se ensina que os principais líderes do movimento abolicionista brasileiro eram os negros liberais Luiz Gama, José do Patrocínio e André Rebouças. Mas sei por experiência própria que sempre se é ensinado sobre o mito do Zumbi dos Palmares, em relatos mentirosos e mitológicos, com distorções bem mais apropriadas às ideias revolucionárias da esquerda.


Exemplos não faltam. Em que aula aprendemos que o número de pobres, doentes e miseráveis caiu drasticamente com a Revolução Industrial? Ou que a União Soviética invadiu e instalou governos-fantoches em todos os seus vizinhos? Sabemos muito sobre as ações da CIA, mas quem lê um livro de história das escolas brasileiras quase nada saberá sobre a terrível KGB.


Os estudantes entram nas universidades sem saber de detalhes importantes da nossa formação, ou do que ocorreu no mundo, e nem os aprendem durante sua graduação. O círculo vicioso apenas aprofunda os efeitos do que comumente chamamos de “doutrinação”. Por diversas vezes, os professores não apresentam nenhuma visão divergente porque simplesmente não as conhecem.


Ainda hoje, é raro um professor de história ou filosofia ter conhecimento, compreensão e capacidade de ensinar aos seus alunos a visão mais aceita entre os economistas das causas da Grande Depressão. Afinal, quantos de nós ouvimos dos nossos professores que Milton Friedman atribui ao Banco Central dos EUA a culpa pela Crise de 29? E que esta é a explicação padrão para quem estuda a área?


Não é difícil imaginar os efeitos terríveis que a doutrinação tem. Uma população que aprende coisas erradas, definitivamente votará em políticos errados. Se somos ensinados desde pequenos por nossos livros e professores que as privatizações são terríveis, como a maior parte da população pensaria de maneira diferente?


Se, durante os meus cinco anos na faculdade de Direito da UFSM, tive alguns professores e colegas que nem ao menos ouviram falar de outra visão de mundo que não a de esquerda?


Um professor não precisa esconder seus vieses, nem sua posição política, mas ampliar o leque de aprendizado dos seus alunos é o mínimo esperado. Precisa ser imparcial e apresentar sempre todos os lados da história. Se isso não ocorrer, é, infelizmente, a mais pura doutrinação.


*  O nome da pesquisa mencionada é “Esquerda ou direita? Professores, opção política e didática da história”

14 visualizações

Deputado Estadual pelo Partido NOVO Giuseppe Riesgo

Todos os direitos reservados

(055)-99154-4718