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A esquerda não quer (e nunca quis) dialogar



Terça-feira passada, sob fortes gritos nas galerias e enorme esquema de segurança, conseguimos aprovar, em primeiro turno, a queda da necessidade de plebiscito para que privatizemos as estatais do setor de energia do Rio Grande do Sul (CEEE, CRM e SulGás).


Essa é uma modernização necessária na nossa Constituição Estadual e os argumentos técnicos já expus amplamente aqui, bem como, num dossiê completo das estatais elaborado por mim e minha assessoria.


Lá está tudo. As enormes dificuldades financeiras e de reinvestimento das nossas estatais. Os entraves e engessamentos inerentes às empresas públicas e o quão modernizar o setor de energia é importante para o desenvolvimento produtivo do nosso estado, bem como da geração de emprego e renda.


No entanto, aparentemente, a esquerda não entendeu e preferiu continuar negando a realidade. A julgar pelos discursos na Tribuna de PT, Psol e PDT a escolha foi seguir na demagogia e na desonestidade intelectual.


Após quase três meses de debates na Assembleia Legislativa percebo uma nítida subversão dos dados e dos argumentos por parte da esquerda. O tão propagado diálogo não é de fato realizado. A esquerda não dialoga com ideias ou com as diferenças, mas com sofismas e distorções nos dados e argumentos.


A esquerda não procura esclarecer, mas sim confundir, tumultuar, obstruir votações e impedir o debate.


Diz cultuar a democracia e respeitar as diferenças, mas, na prática, em todo e qualquer debate, não respeita o direito à fala contrária -, ao devido contraditório.


A tal “defesa da democracia” da esquerda é tipicamente totalitária. Ou seja, só respeita a fala de quem diz o que ela pensa. Já o contrário? Ela xinga, vaia, grita e desrespeita. Como eles dizem: isso é “luta”.


Mas que luta é essa afinal? Que luta é essa que defende que o povo gaúcho fique pagando por empresas deficitárias só pra dizer que são nossas.


Que luta é essa que prefere manter privilégios corporativos em detrimento da saúde, educação e segurança da nossa gente.


Que luta é essa que ao invés de modernizar o estado do Rio Grande do Sul, prefere deixá-lo combalido e sem nenhuma solução para a crise fiscal que passamos.


A luta da esquerda é só de saliva. Não funciona e não resolve os problemas do gaúchos. Serve apenas como um regozijo, porque de prático não há nada. As soluções da esquerda não resolvem nada, mas sim trazem mais problemas.


Prezado leitor, essa democracia que xinga o contrário, que não respeita as diferenças e, tampouco, quer dialogar, não me serve. Isso é totalitarismo e disso nós já estamos cansados.


Desde que estou Deputado Estadual em toda e qualquer votação polêmica fui xingado e desrespeitado. O diálogo pouco ocorreu. Já a distorção, a mentira e a demagogia abundam nas galerias e na Tribuna.


De minha parte: vou continuar tentando esclarecer. Dizendo verdades (ainda que doloridas). Focando nas soluções para o nosso estado (ainda que amargas).


Já a esquerda? Eu acredito que continuará confundido, distorcendo e desrespeitando. Continuará, também, chamando isso de democracia e fingindo que deseja dialogar.


Nada mais mentiroso. Que sigamos em frente na busca da verdade e das soluções para o Rio Grande.


Texto publicado originalmente em https://claudemirpereira.com.br/2019/04/artigo-giuseppe-riesgo-e-uma-critica-severa-ao-comportamento-da-esquerda-no-parlamento-gaucho/

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Deputado Estadual pelo Partido NOVO Giuseppe Riesgo

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