Carregando...

3 HISTÓRIAS QUE VÃO TRANSFORMAR VOCÊ EM UM DEFENSOR DA PRIVATIZAÇÃO


70% dos brasileiros são contra as privatizações. A maioria entende que privatizar significa deixar os serviços mais caros e piores. Se você concorda com isso, deveria ler as três histórias abaixo:


1. Quando alugavam telefones fixos


Um apartamento bem decorado próximo ao Parque Ibirapuera, um carro e uma linha telefônica alugada. Pode parecer incrível, mas há duas décadas esses eram os sinais de sucesso descritos pela Folha de São Paulo ao traçar o perfil da sua musa do verão.


Para um jovem, é possível compreender como um carro e uma residência são indicadores de sucesso, mas uma linha telefônica é provável causa de estranheza. Muito disso, infelizmente, se deve à falta de memória coletiva. Já esquecemos o quão terrível era o Sistema Telebrás.


No mês da privatização das teles, apenas no estado do Rio de Janeiro, a lista de espera por linhas telefônicas era equivalente a toda a base instalada da antiga TELERJ. Mais de 1 milhão de pessoas aguardavam para ter uma simples linha móvel.


Quem não podia esperar, recorria ao mercado paralelo. Na época, chegava-se a pagar mais de R$ 3 mil por uma linha telefônica fixa. Pequenas e médias empresas sofriam para conseguir um simples telefone.


O serviço além de escasso, era péssimo. Se hoje nós reclamamos - com razão - de qualquer demora, naqueles tempos, era comum executivos de grandes empresas deixarem o telefone fora do gancho esperando a linha. Pior ainda era a linha cruzada. A péssima infraestrutura fazia com que duas ligações simplesmente se cruzassem e estranhos começassem a conversar. Era tão comum que provocou até casamentos!


Hoje, nós já temos mais celulares do que habitantes no Brasil. É possível arranjar uma linha móvel em qualquer esquina e acessar internet com ela.


Estamos longe do ideal? Claro. Mas o culpado é o suspeito de sempre: o Estado. Sua burocracia regulamentar criou um cartel de operadoras, que apesar de terríveis não são o pesadelo chamado Telebras.


2. O banco que ia todo ano à falência salvando os seus clientes


O economista Murray Rothbard costumava dizer que é muito fácil ser caridoso com o dinheiro dos outros. É provável que os governadores dos estados não tivessem o economista americano em mente quando resolveram criar bancos estaduais, mas o mantra pronunciado por ele era uma regra levada a sério.


Durante as décadas de 70, 80 e 90, estados criaram bancos próprios. Em tese, uma forma de fomentar a economia local. Na prática, uma verdadeira mãe para os aliados do poderoso de plantão.


Era comum o governador exigir dos bancos estaduais financiamentos para os seus aliados. Os empréstimos simplesmente nunca eram pagos. O banco ia à bancarrota e o governador ia até Brasília pedir uma ajudinha. Dinheiro em mãos, o Governo do Estado comprava os chamados “créditos podres” das instituições estatais e as resgatava. Todos os anos a mesma operação era feita, o banco falia por amar demais seus clientes e nós é quem pagávamos por isso.


Às vezes, a situação era ainda pior. Quando o Governo do Estado precisava de dinheiro, ele emitia títulos públicos e ordenava que o banco estadual os comprasse. Pouco a pouco ele ia ficando descapitalizado, incapaz de funcionar e pedia ajuda ao Governo Federal. A prática era ainda pior em ano de eleições. A chance de deixar o problema para o sucessor resolver era muito tentadora para não ser praticada.


No início dos anos 2000, o Banco Central estimava que a União já tinha gasto quase R$ 300 bilhões (em valores atuais) tentando ajudar as contas dos bancos estaduais. Mesmo assim, governadores apareciam dia simdia não também pedindo dinheiro.


Apenas a privatização e liquidação dos bancos estaduais encerrou a prática. Mas não sem antes custar muito dinheiro ao bolso do pagador de impostos. Infelizmente, não era simplesmente possível vender as instituições financeiras. Elas tinham rombos gigantescos que precisavam ser tapados. E, foram, com o seu dinheiro.


Através do Programa de Incentivo à Redução do Setor Público Estadual na Atividade Bancária (Proes), a União gastou 55 bilhões de reais (em valores de 1999) saneando as contas dos bancos estaduais e os vendendo. Na época, argumentou-se que era melhor gastar agora do que ter que lidar com um problema recorrente e que ficava cada vez maior.


3. A cidade que privatizou tudo


Nos Estados Unidos, cidades podem emitir títulos públicos, criar uma dívida e eventualmente pagá-la. Isso permite que projetos que durarão gerações sejam pagos por todos que usufruirão dele, mesmo os que ainda não nasceram. É uma das vantagens do federalismo.


Assim como no Brasil, por lá, infelizmente também desvirtuaram o uso da dívida pública. Em vez de pontes e estradas, a dívida de várias cidades vêm sendo utilizada para pagar salários e aposentadorias. Em alguns municípios, nem isso é mais o suficiente. Eles simplesmente quebraram. Suas dívidas superaram de tal modo o que poderia ser arrecadado com impostos, que as cidades pediram falência para reorganizar suas contas.


A mais famosa delas é Detroit. A cidade ficou com tantas dívidas que os serviços públicos pararam de ser oferecidos. E o problema não deve ser resolvido tão cedo. O débito com as pensões de funcionários públicos é bilionário!


O fenômeno vem se espalhando pelos EUA e preocupando muitos analistas. O sistema de pensões e salários da maior parte das cidades e estados americanos é disfuncional e pode levar a uma falência em série.  


Em meio a todo esse caos, existe uma cidade que se orgulha de não ter um único centavo de dívida: Sandy Springs.


Com cem mil habitantes, a cidade de porte médio resolveu tomar uma decisão ousada: privatizar praticamente todos os seus serviços, menos a polícia, bombeiros e a administração municipal em si.


O sistema funciona através do modelo de Parceria Público-Privada. A Prefeitura contratou uma empresa para administrar as instalações da cidade. Se a contratada não estiver atingindo suas metas, ela pode ser trocada. Calçadas, parques, zeladoria urbana e o que você imaginar são administrados por uma empresa privada.


A eficiência é tamanha, que Sandy Springs consegue funcionar bem com metade dos funcionários públicos esperados para uma cidade do mesmo tamanho. E ainda economiza 20 milhões de dólares por ano, quando comparamos o seu orçamento com o de outras localidades.


O melhor de tudo: o serviço funciona. Até mesmo um call-center foi criado para atender a dúvida de moradores e turistas 24 horas por dia, 7 dias por semana! Já imaginou algo assim no Brasil?


A economia e eficiência permitiram que os administradores de Sandy Springs pudessem concentrar-se em oferecer serviços públicos de qualidade como boas estradas, sistema de trânsito e segurança pública.  


E aí, existem argumentos lógicos contra a privatização e vamos continuar repetindo que elas são ruins apenas porque ouvimos alguém dizer, ou vamos pensar por nós mesmos?

44 visualizações

Deputado Estadual pelo Partido NOVO Giuseppe Riesgo

Todos os direitos reservados

(055)-99154-4718