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3 GRANDES CASOS DE CORRUPÇÃO QUE EXPLICAM O BRASIL


Morar no Brasil é estar acostumado a escutar que somos um dos países mais corruptos do mundo. Não importa quem está medindo, sempre estamos disputando o pódio. Para o Fórum Econômico Mundial, somos o 4º país com mais corrupção no planeta. No índice da Transparência Internacional, pioramos ano a ano.


Isso tudo não sai de graça. A corrupção não é apenas injusta e imoral, mas piora nossa economia. Todos os anos perdemos cerca de R$ 200 bilhões em arrumadinhos, falcatruas e negociatas.


O problema não é novo. Já em 1500, Pero Vaz de Caminha, ao aportar no Brasil, escreveu uma carta descrevendo o que via e a terminou pedindo o que hoje chamamos de “boquinha”, além do perdão real para o seu genro ladrão.


Diferentes nos nomes e personagens, esquemas de corrupção funcionam basicamente da mesma forma. Duvida? Vamos analisar 3 casos de diferentes períodos:


1. Operação Lava-Jato


O que começou com uma operação simples para investigar lavagem de dinheiro se tornou a maior operação de combate a corrupção da história mundial. Um cartel de empreiteiras foi desmontado, uma rede de doleiros desarticulada e desvios em incontáveis estatais investigados.


O esquema variava levemente de empresa para empresa, mas mantinha uma estrutura bem parecida. Indicados em estatais tinham metas de propina para entregar aos seus chefes políticos. Para isso, criavam dificuldades - como atrasar pagamentos e criar regras que nenhuma empresa conseguiria atender - e vendiam as facilidades. Do outro lado, empreiteiras interessadas em não sofrer com concorrência entravam no negócio. No meio disso tudo, os doleiros agenciavam a entrega de dinheiro de um lado para o outro.


Esse arranjo se repetiu na Petrobras, Eletrobras, Eletronuclear, Caixa, Correios, em toda a estrutura governamental do Rio de Janeiro, enfim, não foi à toa que já foram recuperados R$ 1 bilhão da conta de corruptos.


2. Mensalão


Revelado por Roberto Jefferson, o Escândalo do Mensalão foi um dos primeiros a terem sua intrincada estrutura de lavagem de dinheiro exposta.


Na época, o publicitário Marcos Valério foi apontado como principal operador do esquema. Em conluio com a alta cúpula do PT, Valério fez com que suas agências de publicidade (DNA e SMPB) ganhassem inúmeros contratos no governo federal. O mais notório deles foi a conta no Banco do Brasil.


Como você deve imaginar, as licitações eram superfaturadas ou o serviço simplesmente não era prestado, mas a conta sempre era paga. Com os recursos desviados, Valério era informado pelo núcleo político do esquema quem deveria receber o quê.


Contando com a ajuda de executivos do Banco Rural, as contas bancárias das agências de publicidade do careca mineiro não tinham sua movimentação corretamente informada ao Banco Central. Dessa forma, centenas de deputados passaram a receber uma mesada para votar a favor do governo do PT.


3. Anões do Orçamento


1993. A jovem democracia brasileira se recuperava do impeachment de Fernando Collor quando outro escândalo foi revelado. Funcionando desde os anos da ditadura, uma verdadeira gangue havia tomado o controle do orçamento aprovado no congresso.


Seus membros cobravam propina de prefeitos e empreiteiros interessados em ver suas obras incluídas no Orçamento Anual. Quem não pagasse podia dar adeus à qualquer chance de receber algum dinheiro.

Nomes como Geddel Vieira Lima, PMDB e Odebrecht já foram investigados na época. O escândalo partiu pra comicidade quando se descobriu que todo o núcleo duro do esquema tinha menos de 1,70 (daí o nome jocoso de “anões do orçamento”) e um deputado justificou sua fortuna apresentando mais de cem bilhetes premiados da loteria federal.


O que todos esses casos têm em comum?


Décadas diferentes, governos diferentes, mas todos os casos envolvem a concentração de poder nas mãos do Estado (na mão dos políticos, chame como quiser). Você acha que é coincidência a Vale (privatizada anos atrás) não estar envolvida na Lava-Jato? Eu não acho.


Em todos os casos, a gênese da corrupção estava no arbítrio de poder criar dificuldades e, logo em seguida, vender as facilidades. A concentração de poder nas mãos do Estado permite aos seus agentes agirem dessa forma.


Para piorar, uma vez dentro da máquina estatal, o corrupto a utiliza para se manter eternamente lá. O político também rouba para enriquecer, mas uma quantidade razoável é destinada à sua campanha. Quem é de oposição ou não está envolvido em negociatas já entra na arena política em desvantagem.


Hoje, diminuir o tamanho do Estado não é uma apenas questão econômica, mas de combate a corrupção e manutenção da nossa democracia. Nossas instituições sempre estarão em risco enquanto existir um estatal prestes a ser assaltada para financiar a campanha dos “companheiros”.

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Deputado Estadual pelo Partido NOVO Giuseppe Riesgo

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